síndrome do pânico

Síndrome do pânico: diagnóstico e tratamento

Crises de pânico é algo mais comum que imaginamos. Nos Estados Unidos, estima-se que 23% da população teve, pelo menos, um episódio ao longo da vida. Já a síndrome do pânico, mesmo não sendo tão comum quanto as crises isoladas, é uma doença que vem ganhando espaço nas estatísticas contemporâneas. 

A síndrome do pânico é um transtorno psicológico que leva a mudanças significativas no comportamento do paciente devido ao medo de sofrer novas crises. O transtorno tem incidência 2 vezes maior em mulheres. As primeiras crises, geralmente, tem início na adolescência ou no começo da fase adulta, mas podem ocorrer em qualquer idade.

A doença se caracteriza por episódios recorrentes de ansiedade intensa, que surgem de maneira espontânea, sem que a pessoa tenha algum controle sobre elas. Essas crises são definidas por um medo evidente, descontrole e diversos sintomas físicos.

Os ataques duram em média  10 minutos e causam um sofrimento psíquico grave aos pacientes. Por estar relacionado a outras situações, com sintomas físicos, o diagnóstico muitas vezes se confunde até chegar à doença. Isso acontece porque muitas vezes os pacientes procuram ajuda apenas pela manifestação física. É comum que passem por muitas emergências e consultas até chegar ao diagnóstico final, por falta de conhecimento ou por não saber identificar o transtorno.

Entenda os sintomas 

Durante as crises, além do pavor, o paciente sente:

  • Medo de morrer;
  • Descontrole e sensação de estar fora da realidade;
  • Dor no peito, palpitação e taquicardia;
  • Sufocamento;
  • Suor excessivo;
  • Calafrios e ondas de calor;
  • Formigamento dos membros;
  • Náuseas, tremores e tontura.

Como é feito o diagnóstico 

É fácil entender  porque existe uma certa dificuldade para se chegar ao diagnóstico correto. A primeira reação de muitos pacientes é chegar até uma emergência com o pensamento de que está com um ataque do coração.

A falta de entendimento da população como um todo faz com que a pessoa insista em acreditar que o problema é realmente alguma doença física. Como o diagnóstico não acusa problemas cardiovasculares ou algum outro, a pessoa passa bastante tempo procurando pela solução, o que aumenta ainda mais a angústia e o medo de novos episódios de pânico.

O diagnóstico da síndrome do pânico é puramente clínico, sem que haja necessidade de realização de exames. Entretanto, muitas outras doenças podem desencadear as crises. Dessa forma, existem alguns critérios definidos pelo Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fourth Edition ( Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais) que norteiam a investigação da doença.

De acordo com os critérios, para configurar síndrome do pânico, os ataques precisam ser recorrentes e espontâneos. Além disso, pelo menos em um dos ataques, durante todo o mês seguinte,  precisa haver grande preocupação em ter outra crise e sofrer suas consequências, como achar que vai enlouquecer. Ainda, para caracterizar a doença, precisa ser notado que a pessoa mudou toda sua rotina por medo das consequências dos episódios. Esses, também não devem  ser explicados por outra razão, como fobias ou abuso de substâncias.

Tratamento da Síndrome do pânico

O tratamento é essencialmente feito com o uso de medicamentos, geralmente mantido por longos períodos e interrompido gradualmente para não haver recaídas.

A psicoterapia acompanha o paciente por todo o tratamento. Uma técnica bastante utilizada é a exposição das circunstâncias que desencadeiam as crises até que essa não seja mais um gatilho. 

A escolha da melhor abordagem de tratamento da síndrome do pânico vai depender daquilo que funciona para o paciente. O psiquiatra vai conduzir a técnica que mais traga resultados e faça o seu paciente se sentir seguro.

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